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Quebrando tabus

julho 1, 2013

Não faz muito tempo, durante os jogos da seleção canarinho era tacitamente proibido atravessar qualquer outro assunto na pauta nacional. E ai de quem o fizesse.
Fazer protesto, então, era quase ato de traição à pátria.
Aos de alto coturno (os militares de ontem e muitos civis de hoje), sempre interessou que a pátria se mantivesse de chuteiras, enquanto os nossos traseiros eram – e ainda são – alvos fáceis dos pontapés dos governos.
Pois é.
Mas a Copa das Confederações, que se tornou também a Copa das Manifestações, quebrou não apenas o tabu da seleção espanhola, que não perdia partidas oficiais havia mais de três anos, mas outro tabu ainda mais importante e mais longevo: o de que protestar em tempos de jogos da seleção tem algo de impatriótico.
Impatriótico é não denunciar as mazelas, as injustiças e a corrupção.
Impatriótico é não lutar por um país melhor.
Impatriótico é limitar-se a sentar o traseiro e torcer pela seleção e por mudanças e maldizer os que lutam.
Viva o Brasil!!!

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