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Há limites para o marketing político?

outubro 19, 2012

Não há. E penso que não deve haver.
A maior ou menor interferência da alquimia do marketing político está associada, penso, ao maior ou menor grau de consistência do político objeto do molde.
É claro que uma liderança política, quando sábia, serve-se do instrumental do marketing político para potencializar as suas virtudes e para ofuscar os seus defeitos, já que todos os humanos, inclusive os políticos, temos virtudes e defeitos.
As pesquisas qualitativas, hoje, dão um novo suporte ao marketing político, moldando falas, posturas, mensagens.
Mas o que diferencia uma autêntica liderança política de um político comum, autômato, é que a primeira não abandona o instinto, tão fundamental na arte da política.
O candidato Zenaldo (refiro-me ao candidato à prefeitura de Belém e não ao homem Zenaldo) é um personagem criado pela engenhosidade do marketing político, com suporte em meticulosa pesquisa qualitativa.
São quatro as características constitutivas desse personagem, a saber:

  • Zenaldo é OPOSIÇÃO ao atual governo municipal e, portanto, é a MUDANÇA;
  • Zenaldo é o NOVO;
  • Zenaldo é COMPETENTE e EXPERIENTE;
  • Zenaldo é do POVO.

Para cada característica desse personagem, o marketing colocou um recheio:

  • OPOSIÇÃO/MUDANÇA: Zenaldo omite que o PSDB apoiou a eleição e a reeleição de Duciomar. Aliás, o PSDB também apoiou Duciomar no 2º turno das eleições de 2000, contra Edmilson. Zenaldo critica com veemência o desgoverno de Belém, como se não tivesse responsabilidade com essa situação;
  • NOVO: Zenaldo esconde o seu passado de integrante da Juventude do PDS, o partido da ditadura militar, apresentando-se como novidade, quando se trata de um político de origem pouco democrática;
  • COMPETENTE/EXPERIENTE: A biografia de Zenaldo é recheada de feitos inexpressivos que são comunicados triunfalmente pelo marketing: Zenaldo, como deputado federal, trouxe recursos para isto e aquilo; Zenaldo foi chefe da Casa Civil e ajudou Jatene a “arrumar” o Pará; Zenaldo fundou e dirigiu o Instituto Helena Coutinho e capacitou milhares de jovens, e por aí vai;
  • Do POVO: Zenaldo aparece como homem simples, como um homem do povo, suado, nas ruas, em encontros efusivos com populares.

Zenaldo é um típico exemplo do que é capaz de produzir o marketing político.

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3 comentários

  1. Edmilson é a mudança? ele tenta apagar os quatro ultimos anos de seu mandato que, ao contrario do lula(modelo de marketing politico de esquerda), não conseguiu eleger sua sucessora. Elege-lo de novo é por análise uma volta ao passado tenebroso – LFP que o diz não eu. Edmilson é experiente? sim é, teve oito anos de trapalhadas com a historia do bondinho, do fim da escola bosque, de falta de aumento salarial para funcionários públicos, re retirada de gratificações dos professores, do tunel mal planejado, depois que foram ver que passava um tubo – e o dinheiro para o túnel? nao sei. Edmilson é do povo? apesar de ironicamente declarar em seus bens que tem apenas um fusca no valor de 20.000 reais (vc compraria um fusca de VINTE MIL), possui uma casa na periferia – em um condominio fechado é logico, além de seu hotel em Portugal que insiste em dizer que não tem. Edmilson é novo? como a velha novidade do socialismo que na teoria é lindo e na pratica é mais bonito ainda – vide ilha de cuba. Edmilson é da paz? como bom socialista nunca quer a paz e sim desafiar até ter seu pedidos atendidos; só lembrar de uma devassa em um prédio de um grupo de comunicação que depois silenciou por conta de acordos nunca explicados. Eu voto edmilson porque ele lembra o Lula. Demagogo e populista o)


    • Peri,
      Eu publiquei o teu comentário apenas para mostrar a face verdadeira de quem vive a pregar a paz e a união, mas recorre à injúria, à agressão e à difamação.
      Panfletos apócrifos, rede de boatos, infâmias, truculência, compra de votos: essas são as armas dos “Peris”, viúvas da ditadura, que perseguia, prendia, arrebentava, torturava, matava.
      Que desespero, não é “Peri”?
      Que agonia te dá essa tal democracia.
      És um personagem oculto, “Peri”, que te devotas a apoiar outro personagem.
      Nem te posso desejar que vá pela sombra, pois sombra não há nas trevas em que te escondes.
      Charles Alcantara


  2. Charles, porque o marketeiro do Edmilson não passa para todos nos que ele é gente boa?



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